O propósito do morar bem será propulsor da inovação na construção

Por Jean Ferrari, engenheiro civil e fundador da Fastbuilt

Vivenciar uma crise sanitária global que já entrou para a história do mundo alterou diversas questões ligadas ao modus operandi do ser humano. Não é apenas o jeito que nos relacionamos, trabalhamos ou nos movimentamos que foi afetada, mas também o modo como habitamos e ocupamos espaços. A pandemia impôs restrições impensadas, mas também nos fez resgatar valores até então deixados em segundo plano em meio a uma rotina atribulada.

Comer bem, dormir bem e ter qualidade de vida no ambiente em que habitamos viraram questões exponencialmente essenciais, com valorização em longo prazo. Ao termos que passar dias, semanas e meses a fio dentro do mesmo ambiente, resgatamos a importância e o propósito do morar bem.

O impacto vai além da busca pela qualidade de vida: agora, a construção civil, que vive um momento de retomada do crescimento, com expectativa de aumento de até 4% do PIB do setor em 2021, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), se depara com um novo consumidor.

Modelos híbridos de trabalho e a ascensão do home office contribuem para a busca de ambientes mais amplos e confortáveis. Mais do que funcionais, os imóveis passam pela necessidade da versatilidade, combinando conforto, praticidade e amplitude muito além do metro quadrado.

Neste novo momento, inovação e tecnologia serão cruciais para garantir não só o bem morar, mas a subsistência das empresas do segmento construtivo, que precisam estar preparadas para as novas exigências de consumo.

O cliente, mais do que nunca, está no centro. Morar bem não depende mais apenas da qualidade do acabamento, mas do tipo de imóvel entregue, quais inovações ele traz para facilitar a vida do morador e como cada espaço foi aproveitado, do início ao fim da obra.

Aplicações mobile para tornar o espaço prático, seguro e versátil, integração entre espaços, inovações sustentáveis para tornar o bem morar mais do que um conceito, e sim um propósito de vida, definirão o futuro da construção. E nunca tivemos tantas oportunidades e inovações à disposição para tornar a construção civil um setor transformador.

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