Empreendedorismo feminino: como o foco pode destacar mulheres que empreendem, inclusive em tecnologia

O mês de novembro traz um tema que proporciona diversas discussões. Mulheres cada vez mais têm conquistado sua voz e seu espaço na sociedade, principalmente no empreendedorismo. Especificamente no dia 19 deste mês é comemorado o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino e, como um único dia não seria suficiente, produzimos uma série com 30 entrevistas de mulheres fantásticas para falar sobre o tema. 

Hoje conversamos com Daniele Amaro, CEO e co-fundadora da Paytrack. Confira abaixo:

Como surgiu a Paytrack?

A Paytrack foi fundada em outubro de 2016, com o propósito de atuar com soluções para viagens e reembolsos corporativos. Hoje atendemos mais de 300 empresas, com nomes como a JBS, Weg, Unimed, Sicredi, Cia. Hering e Apsen Farmacêutica, em nosso portfólio. Com nosso aplicativo nossos clientes podem comprar, emitir e gerenciar tickets de passagens, otimizar o controle de políticas de viagens e controlar o fluxo de gestão de despesas corporativas, garantindo mais compliance à operação.

Quais são os desafios de empreender como mulher em um segmento que envolve a área da tecnologia e inovação como o seu? Que dicas pode dar para quem pretende começar?

Com os avanços das pautas sociais como a inclusão feminina no mundo empresarial, os desafios hoje em dia são menores. Podemos perceber que o mercado já tem mais consciência de que as mulheres possuem uma alta capacidade de execução e ampla visão sistêmica de todo processo que envolve empreender e tocar uma empresa. Minhas dicas para quem está iniciando seu negócio próprio é buscar sempre se capacitar nos temas de atuação, se cercar de outras empreendedoras ou empreendedores que possam apoiar a jornada. 

Entre expectativa e realidade, o que você esperava quando começou a empreender e o que de fato é?

Sempre tive a visão de que os empreendedores de sucesso eram aqueles que trabalhavam duro e se dedicavam além do 100% em seu negócio. Abrir minha empresa não me deu muito tempo para pensar e criar expectativas quanto o que viria a ser essa jornada, mas a crença de que é o trabalho focado o que gera resultados, foi o que sempre me guiou. 

Qual sua inspiração para continuar a empreender?

Um dos maiores benefícios do empreender é a liberdade. Esta é a minha inspiração. A liberdade para moldar minha própria história, liberdade para poder desenvolver meu negócio e, consequentemente, as pessoas que se envolvem no negócio. Essa sensação é gratificante. 

Qual sua visão sobre o impacto do protagonismo feminino no universo empresarial?

Hoje podemos ver muitas mulheres à frente de seus próprios negócios ou liderando startups de sucesso. Os fundos de investimento também estão mais abertos a apoiar negócios liderados por mulheres. Ainda que eu não possua uma visão clara a respeito deste impacto, acredito que ele vem acontecendo e transformando a cultura e a visão a respeito do papel da mulher no ambiente laboral. Acredito que a mudança total, ainda possa demorar um pouco, pois no mercado ainda existem empresas com culturas machistas e preconceituosas. Com a desconstrução gradual destas visões, o potencial das mulheres nos negócios de tecnologia será enaltecido e o mercado deixará de perder grandes talentos.

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