Startup facilita gestão de ponto e inicia internacionalização com filial em Portugal

Quando o economista Jungles Silvio Wegher, de São Miguel do Oeste, teve a ideia de criar um aplicativo para facilitar a gestão do ponto em empresas, em 2019, não imaginava que em apenas dois anos a startup abriria uma filial em Portugal.

Participante da primeira edição do Programa Centelha e uma das ganhadoras do Acelera SC, a Iopoint tem contado com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Santa Catarina (Sebrae) ao longo de seu desenvolvimento.

Criada a partir da observação das dificuldades de muitas empresas, a startup trouxe ao mercado uma solução para um problema antigo.

Segundo o empresário, observando que o relógio ponto ficava apenas dentro da empresa, o que dificultava a gestão das equipes quando havia funcionários trabalhando externamente ou de forma remota, surgiu a ideia de fazer um produto que pudesse resolver a situação de maneira prática.

O mercado regional aceitou bem o aplicativo e logo ele, acompanhado pelos sócios Mario Ferrari, Gabriel Moreschi e Patrik Tarouco, iniciou a formalização do empreendimento e profissionalizou o negócio.

“As empresas precisam controlar o ponto dos funcionários, mas as ferramentas que existiam não permitiam que fosse feita 100% da equipe. Imagine um relógio ponto para controlar uma grande corporação, uma empresa que tem funcionários em outros países ou cidades. O custo da infraestrutura se torna grande e acaba caindo na informalidade e o colaborador não registrando o ponto. O nosso aplicativo diminui a infraestrutura e tem sinal GPS, por isso, funciona tanto offline quanto online. Com essa solução a empresa consegue ver onde o colaborador está prestando serviço e definir o raio onde o colaborador pode bater o ponto”.

A Iopoint está entre as 25 startups aprovadas no Programa Acelera Startup SC que receberam R$ 50 mil cada.

Para Jungles, o Acelera SC vai permitir que o produto chegue a um novo momento. Por meio deste recurso, a startup irá pesquisar e desenvolver um identificador facial, com o objetivo de aumentar a segurança e a qualidade da informação coletada do ponto:

“Ganhar este incentivo nos mostrou também que a nossa ideia tem viabilidade e mercado para ser explorada. Teremos geração de três bolsas para pesquisa e a oportunidade do nosso produto se tornar referência no mercado. Além disso, prevemos um aumento de 50% do faturamento da empresa quando esta solução já estiver disponível no mercado”, revela.

ESTRATÉGIA INTERNACIONAL

Recentemente, a startup iniciou as atividades da sua primeira filial em Portugal.

“A dor das empresas portuguesas é semelhante à nossa. A legislação trabalhista brasileira é próxima porque herdamos muitas leis de Portugal e várias se baseiam no Estado português. Por ser um bloco, as leis da União Europeia são próximas à unificação, entendendo algumas peculiaridades de cada país. Por ser um mercado à frente da época é que existe a necessidade de uma modernização. Pretendemos ter a Europa como nosso segundo maior mercado”, conta o empresário.

O presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, salienta a força e a vontade da startup em empreender e buscar novos mercados:

“A Iopoint está trabalhando muito no modelo de negócio e no sistema comercial de venda dos produtos. Estão fora do eixo principal de inovação das grandes cidades e, com certeza, imprimem ainda mais forças para o seu trabalho. Participaram da primeira edição do Programa Centelha e foi selecionada no Acelera SC, em parceria com o Startup SC, recebendo capacitação do Sebrae. Se não fosse só isso, que é meritório, deu um passo maior participando da missão catarinense para a Web Summit em Portugal e criaram seu CNPJ para expandir o mercado da empresa e levar o produto para o exterior”.

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