Economia SC Drops: Como as vendas online da Havan cresceram mais de 400% na pandemia

Durante a pandemia, a Havan, uma das maiores varejistas do Brasil, teve um crescimento de 400% em suas vendas online. Essa é a informação cedida pelo head de transformação digital da empresa, Matheus Hang, convidado para o Economia SC Drops. Confira abaixo:

Qual a estrutura do Centro de Distribuição? Quais tecnologias possui nele?

Matheus: O Centro de Distribuição da Havan, localizado em Barra Velha (SC), é considerado um dos maiores e mais modernos da América Latina. Com estrutura de 200 mil m² e 1.400 colaboradores, o espaço movimenta 400 carretas de produtos por dia e 20 mil caixas por horas. De lá saem os itens que abastecem as 165 megalojas, presentes em 20 estados brasileiros. Para manter a estrutura competitiva, a Havan investe constantemente em tecnologia e inovação. No primeiro semestre deste ano, foi implantado no CDH (Centro de Distribuição Havan) um novo Sistema de Armazenamento Automatizado, Autoportante, da SSI SCHAEFER. Único desse modelo no mundo, o investimento foi de R$ 100 milhões. O sistema é destinado à movimentação e armazenagem automática das cargas e produtos paletizados. Composto por 36 mil posições porta paletes, equivalentes a produtos para 900 caminhões e 8 transelevadores de última geração, produzidos com tecnologia alemã.

Pretendem ampliar mais?

Matheus: A tecnologia faz parte do DNA da Havan e cada vez mais está presente no nosso dia a dia, sendo uma importante aliada para que sigamos revolucionando o varejo brasileiro. A nossa logística está sempre um passo à frente de tudo o que fazemos para que possamos seguir investindo em nosso país, atendendo com qualidade e agilidade cada um dos nossos clientes. Para isso, ampliações e novos equipamentos que ajudem na produtividade e qualidade do nosso serviço sempre estarão no nosso radar.

Quais os planos da Havan para os próximos anos?

Matheus: O nosso objetivo é seguir plantando megalojas Havan pelo Brasil. Temos planejadas mais 12 megalojas previstas para 2022. Além disso, devemos chegar a mais de 25 mil colaboradores. A empresa está passando por um processo de transformação digital, com o objetivo de atender no digital, com a mesma excelência que atendemos nas lojas físicas.

Qual a ambição em empreender em uma área em que grandes empresas já estavam consolidadas e, mesmo assim, a marca passou na frente?

Matheus: Um dos grandes diferenciais da Havan é a capacidade constante de se transformar. Quando a empresa foi fundada, comercializávamos um único produto, que era o tecido, e hoje são mais de 350 mil itens, buscando oferecer produtos para toda a família. O nosso objetivo é encantar os clientes e fazer com que eles tenham uma experiência de compra sem igual. Oferecemos o que ele precisa com qualidade, preço justo, num ambiente de compras bonito, acolhedor e com um atendimento especial. Além disso, temos uma cultura diferente de qualquer outra organização. Na Havan, somos ancorados em três pilares: colaborador, cliente e fornecedor. Queremos que todos tenham uma boa relação com a empresa. Acreditamos que o nosso negócio só vai funcionar se todos estiverem unidos no mesmo propósito, que é o desenvolvimento social e econômico do Brasil.

Por que ter uma Havan em cidades pequenas? Qual o potencial e real retorno dessas lojas?

Matheus: Nós buscamos por polos regionais, cidades satélites, que possam atender toda uma região. Quando a Havan chega, ela se torna uma ‘loja destino’. As nossas lojas são um polo de atração e lazer para os nossos milhões de visitantes mensais, que nos visitam não apenas para realizar compras, mas sim para se divertirem em família e terem uma experiência diferente.

Como a Havan notou a venda online, especialmente durante a pandemia? Qual o real potencial da marca no e-commerce?

Matheus: O nosso e-commerce teve um crescimento de 400% durante a pandemia, um reflexo daquele momento que o país e o mundo estavam vivendo com as lojas fechadas, o crescimento do comércio on-line foi uma coisa natural. Com o passar do tempo, o fluxo das lojas físicas começaram a voltar e o e-commerce se manteve num patamar estável. Nós acreditamos e colocamos os nossos esforços na experiência de compra das lojas físicas, onde oportunizamos algo único para os nossos clientes. Na Havan, eles não fazem apenas compras, tem a loja como uma referência de lazer e entretenimento.

Hoje, grandes marcas estão caminhando para se tornarem um marketplace. Há possibilidades desse passo na Havan?

Matheus: Já somos praticamente um marketplace, oferecemos aos clientes mais de 350 mil itens disponíveis nas nossas megalojas físicas e também no on-line. Assim como chegamos nos 35 anos sempre mudando, se modernizando e buscando oferecer para os clientes uma experiência que ele não encontra em outra loja, vamos seguir acompanhando o mercado.

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