A cada 100 empresas com ações na B3, apenas 6 possuem mulheres em cargos de direção

De cada 100 empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores (B3) no Brasil, apenas 6 têm 3 ou mais mulheres em cargos de direção. O estudo também revelou que 25 empresas têm somente 1 mulher no alto escalão e 61 empresas não registram mulheres entre seus executivos estatutários.

Com esse mapeamento a B3 pretende reforçar o debate sobre diversidade no mundo corporativo brasileiro e fomentar a reflexão do papel das empresas perante a sociedade.

O levantamento foi feito em junho deste ano e usou como referências as informações públicas prestadas pelas próprias companhias em documentos regulatórios. O retrato consolidado das 408 empresas analisadas foi o seguinte:

  • 61% não têm uma única mulher entre seus diretores estatutários.
  • 45% não têm participação feminina no Conselho de Administração.
  • 25% das empresas declaram ter uma apenas uma mulher nos cargos de diretoria.
  • 32% têm uma mulher no Conselho de Administração.
  • 6% das companhias registram a presença de três ou mais mulheres na diretoria.
  • 6% têm três ou mais mulheres no conselho de administração.

O mapeamento avançou numa análise por segmento, incluindo as empresas listadas no nível Básico, Nível 1, Nível 2 e Novo Mercado, numa tentativa de avaliar a relação entre a agenda ESG (sigla que reúne as questões relacionadas ao meio ambiente, à governança e ao social) e o conceito de governança que ganhou força a partir do ano 2000, com a criação do Novo Mercado e de regras que trouxeram maior transparência ao mercado brasileiro.

Do total de 190 empresas que compõem o Novo Mercado, que estabelece regras elevadas de governança corporativa, 89% têm apenas uma, ou nenhuma, mulher entre seus diretores estatutários. Já as companhias com três, ou mais, mulheres em cargos de direção são 3% do total.

No Nível Básico, as empresas com uma ou nenhuma mulher em cargos de direção somam 86%. E as que têm 3 ou mais mulheres são 7%. No Nível 2, esses percentuais são, respectivamente, 87% e 4%.

As empresas do Nível 1 foram as que apresentaram o menor percentual: 67% quando o critério foi ausência ou a presença de apenas uma mulher entre os diretores estatutários, e o maior, com 26%, quando analisamos quem tem 3 ou mais mulheres na diretoria.

CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO

O levantamento analisou também a participação feminina nos Conselhos de Administração. Entre as empresas listadas no Nível Básico, 81% não registram presença feminina ou têm apenas uma integrante mulher. No Nível 1, esse percentual fica em 70%. No Nível 2, fica em 79% e 75% quando avaliamos as do Novo Mercado.

A quantidade de empresas com 3 ou mais, mulheres no Conselho de Administração não passa de 7% entre as companhias listadas no Novo Mercado, de 4% nos Níveis 1 e 2 e de 6% no Nível Básico.

LIDERANÇAS

Um olhar sobre a participação feminina no alto escalão das empresas se torna ainda mais relevante quando pesquisas comprovam a correlação da diversidade de gênero com a maior lucratividade das companhias e, em especial, a importância do papel das lideranças numa jornada de transformação cultural.

Para serem bem-sucedidas, as ações focadas em ampliar a diversidade nas empresas precisam de engajamento dos líderes.

No universo das 408 empresas com ações negociadas no mercado brasileiro, há 2.596 cargos de conselheiros de administração, enquanto os de diretores estatutários somam 2.126.

Isso amplia o leque de embaixadores da diversidade dentro das organizações para que a mudança ocorra, de fato, em todos os níveis.

O estudo completo pode ser conferido clicando aqui.

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