Economia SC Drops: fintechs, open finance e a aposta da Transfeera para se destacar no cenário nacional

Com 4 anos de mercado, a Transfeera, de Joinville, comemora bons resultados e novos projetos. São mais de 250 clientes e mais de R$ 6 bilhões movimentados por sua plataforma. Para saber mais sobre as novas soluções e os próximos passos da fintech, o Economia SC Drops conversou com o diretor de marketing e co-fundador da empresa, Fernando Nunes. Confira abaixo:

No ano passado, o Brasil foi apontado como o maior ecossistema para fintechs na América Latina. Na sua opinião, o que leva o país a essa posição e quais os polos que mais se destacam?

Fernando: Acredito que são dois os fatores que colaboraram para a evolução do ecossistema de fintechs no Brasil: carência de produtos financeiros ágeis e aumento de investimentos. De maneira geral, nosso sistema financeiro é historicamente burocrático e engessado, e isso por si só forma um terreno muito fértil para as startups que veem com a proposta de agilizar rotinas e já são inovadoras e disruptivas por definição. O segundo ponto é o aumento considerável de investimento em fintechs nos últimos anos e nas startups de maneira geral. Segundo dados do Distrito, as startups do setor de meios de pagamento captaram  251 milhões de dólares em 2020, um aumento de 2.612% em relação a 2019. Quando juntamos um setor que carece de inovação, pessoas empreendedoras e fundos de investimento dispostos a bancar essas ideias, temos a receita para um ecossistema de sucesso. Eu destacaria o polo de Santa Catarina que vem crescendo muito nos últimos anos e atraindo cada vez mais startups e multinacionais. Nesse sentido, Joinville que já tem no seu DNA a inovação e tecnologia, também está se desenvolvendo e se posicionando como um dos principais centros de inovação do Estado. A Transfeera se encaixa nesse ecossistema no sentido de que nós sempre fomos muito colaborativos, estivemos incubados na Softville, e a troca constante está no nosso DNA. 

Como bancos tradicionais vão se manter no cenário? Fintechs estão tomando seus lugares?

Fernando: As fintechs e os bancos tradicionais são agentes diferentes de um mesmo ecossistema, mas que tendem a se aproximar ao passo que o open finance for se desenvolvendo no Brasil. Acredito muito numa visão de parceria, em que os dois agentes possam conviver em um mesmo ambiente e de maneira complementar. A colaboração é o grande mote do open finance. A competição também vai acelerar, mas o mercado tende a se auto regular também. 

Como foi o primeiro semestre para a startup? Após o aporte de R$ 3 milhões no final do ano passado, os projetos de internacionalização e de se tornar um marketplace banking estão em andamento?

Fernando: Neste primeiro semestre, com a autorização do BACEN, para oferecermos soluções PIX, lançamos a nossa ContaPix. Agora, além de realizar pagamentos, o nosso cliente pode fazer cobranças pela plataforma. Assim, nós fechamos todo o ciclo financeiro das empresas: do recebimento ao pagamento, a Transfeera oferece um serviço seguro e ágil. O investimento do ano passado proporcionou o desenvolvimento desse novo produto e também a contratação de profissionais que são referência em suas áreas de atuação e que constroem todos os dias a nossa história. Para o futuro, estamos em processo de validação junto ao Banco Central do Brasil para sermos uma instituição de pagamento regulada, esse é o nosso principal objetivo para o segundo semestre. 

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