33% dos pequenos comércios representam fonte de renda complementar

Ganhar uma renda extra sempre foi um interesse para muitos brasileiros. No entanto, com a pandemia, a redução de jornadas e de salários e o aumento nos gastos mensais, a necessidade de complementar a remuneração ao final do mês cresceu ainda mais.

Segundo uma pesquisa realizada com cerca de 1 mil autônomos e pequenos comerciantes pela plataforma de vendas e gestão Kyte, ao menos 33% desses pequenos negócios representam uma fonte de renda alternativa.

Por outro lado, 57% dos entrevistados apontam o pequeno comércio como sua principal renda, sendo que 12,5% afirmam que as vendas viraram sua maior receita durante o período de pandemia.

“É inegável que a necessidade de empreender cresceu muito nesse novo cenário, dados nacionais confirmam, mostrando que batemos um recorde no número de Microempreendedores Individuais (MEIs) no ano passado. Nós também notamos isso em nosso aplicativo, que cresceu sua base de clientes em mais de 200%”, explica Guilherme Hernandez, CEO da Kyte. 

Ele comenta que a pesquisa ajudou a confirmar o que já era esperado: parte do público buscou as vendas como uma renda extra, passando a comercializar artesanatos ou doces feitos em casa, por exemplo, enquanto outra parte buscou o aplicativo como uma forma de se digitalizar e ampliar os canais de comunicação online. Os resultados mostram que 21,8% não trabalhavam com vendas antes da pandemia. Dos que já eram comerciantes, 30,5% tinham uma loja física e 42,5% vendiam online.

JOVENS E EMPREENDEDORES

Apesar de estarem bem distribuídos em gênero (53,3% feminino e 46,6% masculino), os pequenos comerciantes são, em sua grande maioria, jovens.

Dos participantes da pesquisa, 63,9% têm menos de 35 anos. Abaixo de 44 anos, estão 93,1% dos usuários.

Outro dado destacado é que a maioria dos entrevistados, cerca de 56,8%, trabalham sozinhos, mas quase 39% já têm uma equipe de até 5 colaboradores.

“Essa porcentagem é significativa e demonstra o potencial de crescimento desses pequenos comércios, muitas vezes locais. Acreditamos que isso tem relação com a busca por mais comodidade e segurança, além do próprio apoio da comunidade em meio a esse momento difícil”, conclui o empresário.

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