Antecipação de recebíveis: saiba o que é e como funciona

Por Ariana Gonçalves, supervisora do Dank! FIDC e Securitizadora na fintech Dank! Bank.

A securitização ganha cada vez mais destaque no mercado de capitais no Brasil e, mesmo com o cenário vivido por conta da pandemia da Covid-19, a demanda não parou de crescer. O modelo de serviço, que consiste em utilizar recebíveis para transformá-los em títulos de valores mobiliários a serem comercializados no mercado financeiro, recebeu, inclusive, uma atenção especial da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidade que regulamenta o setor, que criou a Superintendência de Supervisão de Securitização, órgão específico para a área.

Nesse sentido, com o novo órgão, a expectativa é que as emissões de crédito aumentem ainda mais neste ano, elevando, assim, a qualidade da oferta e dos processos. Somados a essas ofertas, existem, ainda, os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs) e as securitizadoras, que também oferecem a antecipação de recebíveis. Ambos têm atuações distintas, cabendo às empresas escolherem a que melhor se adeque de acordo com a sua estratégia.

A importância da antecipação de recebíveis

Os recebíveis, de forma objetiva, são todos os recebimentos que as empresas obtêm pelos seus serviços e produtos. Com a popularização de diversos meios de pagamentos – como, cheques, duplicatas e cartões de crédito, esses recebíveis são recursos próprios para aumentar o fluxo de caixa e não comprometer as finanças da empresa.

Nesse contexto, muitas empresas começaram a solicitar a antecipação desses créditos junto às instituições responsáveis para ter liquidez em seus caixas e conseguir, dessa forma, pagar seus compromissos dentro do prazo determinado. O cenário de incertezas, provocado pela Covid-19, aumentou ainda mais a busca por capital de giro, sobretudo entre empresas de pequeno e médio porte.

Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios

Os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs) são uma das principais opções de antecipação de recebíveis e, também, de investimento. Resumidamente, eles funcionam como um condomínio, em que os cotistas realizam aportes e estes recursos, por sua vez, são aplicados na compra de recebíveis.

Além das taxas atrativas, este modelo não tem cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações, o que beneficia o custo final, sendo uma vantagem para o cliente. Outro benefício da antecipação de recebíveis por meios dos FIDCs diz respeito aos descontos que a empresa recebe no pagamento à vista em suas negociações, que são, muitas vezes, até maiores que a taxa para antecipar por meio de instituições tradicionais.

O papel das securitizadoras

Para quem deseja uma flexibilidade maior nas transações, é possível optar pelas securitizadoras, que possuem maior autonomia decisória. Elas oferecem operações personalizadas de acordo com a necessidade de cada cliente. Além disso, o tempo maior para pagamento dos recursos, relativo a horários, e a maior facilidade de solicitação de crédito em relação ao mercado financeiro tradicional tornam esse tipo de solução mais atrativa para os clientes.

Com as operações sendo realizadas no ambiente online, as empresas ganham em agilidade na hora de solicitar a antecipação, proporcionando maior segurança e confiança no processo. Assim, a antecipação de recebíveis é, seguramente, um importante meio de obtenção de crédito sem que as empresas precisem se endividar com empréstimos.

você pode gostar também
Comentários
Carregando...

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência, mas você pode optar por não permitir, se desejar. Entendi Saiba mais