Segurança na internet: boas práticas para não cair em ciladas online

Um projeto de lei que amplia penas por crimes de furtos e estelionatos praticados por meio de dispositivos eletrônicos, como computadores, celulares e tablets, foi sancionado recentemente.

O projeto nº 4.554/2020 altera o Código Penal e cria um agravante com pena de reclusão de quatro a oito anos, para o crime de furto realizado com o uso desses aparelhos, estejam ou não conectados à Internet, seja com violação de senhas, mecanismos de segurança ou com o uso de programas invasores.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro do último ano, tem mudado a visão que usuários têm do uso da Internet, reforçando a ideia de que o mundo online não é “terra sem lei”.

Com as transformações digitais acontecendo a todo vapor, é quase impossível uma empresa não ter seus dados disponíveis na internet ou fazer inúmeras transações através dela. 

Desde o início da pandemia, o modo de trabalho de muitas empresas mudou e vários funcionários passaram a trabalhar de casa, o famoso home office, utilizando suas redes domésticas para a troca de dados e produção de serviços e conteúdos online.

Com isso é ainda mais importante falar de um assunto que ainda gera muita dor de cabeça para todos, de empresa a colaboradores: a segurança na internet.

A Gartner, cujas projeções são uma referência, prevê um crescimento do mercado global de produtos e serviços de cibersegurança de 12,4% este ano, chegando a 150,4 bilhões de dólares.

“Quando contratamos serviços de Internet na nossa casa, estamos pensando apenas em assistir filmes por serviços de streaming, usar as redes sociais e olhar as notícias. Agora, com o acesso a sistemas corporativos, por conta da expansão do home office, temos que estar atentos com a segurança também da rede doméstica, para que não haja invasão de hackers ou vazamento de conteúdo”, comenta Jean Jader Martins, diretor da Global Gate DC.

ESCOLHA UM BOM ENDPOINT

Parece clichê bater nesta tecla, mas principalmente para redes domésticas, esta parece não ser uma prioridade quando se fala de acesso à internet.

Para escolher bem, o comprador deve levar em conta a licença de uso, que pode ser de alguns meses, um ano ou mais e também quantos dispositivos podem usar esta licença. No caso de dispositivos utilizados para o meio corporativo, a própria empresa pode disponibilizar a segurança para todos os colaboradores.

CRIPTOGRAFIA

Hoje aplicativos usados diariamente por muitos brasileiros, principalmente de troca de mensagens como Whatsapp e Telegram, já utilizam a criptografia de ponta a ponta de seus dados.

“Isso significa que quando eu mando uma mensagem do meu whatsapp para alguém, ela já sai do meu celular em código que, se for interceptado por algum mal-intencionado, será impossível sua leitura, a mensagem ficará distorcida” explica o diretor.

Programas como o Zoom, muito utilizado para reuniões e compartilhamento de tela, permitem o ativamento manual da criptografia das mensagens, que pode ser acionada checando as configurações do programa.

BACKUP E ARMAZENAMENTO

De acordo com a Cesin, uma associação de funcionários de segurança de tecnologia da França, 25% das empresas no país sofreram com um ataque de um programa malicioso de sequestro de dados, conhecido como “ransomware”, no último ano.

“Por isso é importante contar com uma poderosa ferramenta de backup e armazenamento de dados em nuvem, para que a empresa não passe por esse tipo de problema e tenha que desembolsar dinheiro para pagar esses criminosos”, conclui o diretor.

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