Inovação e práticas sustentáveis desafiam gestores do agronegócio

Por Roberto Vilela, consultor empresarial.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve uma queda recorde de 4,1% no último ano e, ainda assim, o setor do agronegócio foi o único a obter avanços, se tornando em 2020 responsável por mais de um quarto do PIB, elevando sua participação em 6,8%, na comparação com 2019. 

O setor tem uma inegável tendência de crescimento, principalmente se buscar se adequar às mudanças de consumo, onde os compradores estão influindo mais intensamente naquilo que consomem. 

Um estudo realizado pela Deloitte em 2019, aponta como mega tendência o impacto positivo. Mais de 40% dos entrevistados da pesquisa afirmaram que iniciaram ou aprofundaram o relacionamento com empresas que buscam impactar positivamente a sociedade e o meio ambiente, se mostrando mais atentos às causas ambientais e preocupados com a origem do que chega em sua casa. 

Nesse cenário, onde o crescimento é pautado pela inovação e novas práticas para o fortalecimento sustentável dos negócios, o gestor é desafiado constantemente. Seja em empresas que vendem produtos, sejam em negócios focados em serviços, o fato é que o profissional do agro precisa estar atento à movimentação do setor.

No que diz respeito às inovações tecnológicas, por exemplo, é preciso preparar a equipe e gerenciar os profissionais na implantação de práticas que apoiem a empresa neste processo de crescimento. Entender as inovações é importante, mas mais do que isso, é preciso estar aberto a ouvir e ser um líder preparado para repassar segurança e confiança às equipes. Mais do que isso: o gestor do agronegócio precisa estar em constante atualização, porque o mercado vive uma verdadeira ebulição de oportunidades e novas soluções. 

O sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e a agricultura de precisão são exemplos de práticas inovadoras que utilizam as causas ambientais como motor para o desempenho no setor. Por meio delas o gestor pode otimizar a performance recuperando o solo e as áreas degradadas, aumentando a capacidade de pastagem, reduzindo doenças no gado, aumentando a produtividade em arrobas/hectares, etc. Tais ações integram sistemas e atingem novos patamares tornando possível observar o sistema produtivo de forma ampla e não somente focado no rebanho das propriedades.

Se equilibrada nos pilares econômicos, acompanhada de planejamento estratégico e abertura para o novo, a promoção de uma agropecuária economicamente sustentável não é somente viável, como um viés essencial para resultados que acompanham o bom momento do setor.

Transformar a realidade das empresas com base em boas práticas de inovação e gestão é uma habilidade das empresas que visam fomentar um olhar sistêmico da cadeia produtiva, assumindo seu papel e garantindo a aplicação de estratégias que permitam um futuro melhor para todas as gerações.

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