PIB de SP +0,4%, do Brasil -4,1%. Por que?

O Produto Interno Bruto (PIB) de São Paulo cresceu 0,4% no ano passado. O número contrasta com a queda de 4,1% no PIB brasileiro, 3,5% do mundial e de 0,9% na economia de Santa Catarina.

O crescimento paulista é resultado de um trabalho sério, eficiente e eficaz, que colocou o Plano São Paulo como prioridade para salvar vidas e também a economia.

E um dado fundamental é que o governo do João Doria trouxe para o país a vacina que hoje imuniza 9 entre 10 brasileiros, praticamente a única que temos.

A articulação para transformar em realidade a vacina do Butantan começou a ser feita ainda no primeiro semestre do ano passado.

Segundo o Ministério da Saúde, a partir de agora as entregas aos estados serão semanais, ao longo do mês de março serão 9 entregas, totalizando 22,7 milhões de doses até 31 de março.

Esta mesma vacina foi oferecida ao governo Bolsonaro por três vezes no ano passado, em julho, agosto e outubro e o presidente não só ignorou as ofertas feitas.

Esta questão do imunizante é, sem dúvida, a diferença que publicamente mais se destaca entre a gestão visionária e firme do governador de São Paulo e a destrambelhada administração do presidente da República, hoje o país poderia estar vacinando em massa e salvando vidas e economia.

Em artigo publicado no jornal O Globo, intitulado “A verdade tem lado”, o governador João Doria explica que são as demais diferenças entre o seu governo e o do presidente Jair Bolsonaro.

São caminhos completamente distintos, que levaram São Paulo ao crescimento de 0,4% (com projeções de até 5% neste ano) e o Brasil a cair 4,1%. Veja o que diz o governador:

“A pandemia traçou uma linha de corte no Brasil: de um lado está quem respeita a vida, decide com base em orientações médicas e científicas. Do outro lado, negacionistas da ciência, pregadores de fake news, membros e simpatizantes do gabinete do ódio e defensores de soluções milagrosas, com nenhum respeito à vida. A opção preferencial do governo federal pelo negacionismo uniu as forças que combatem a pandemia. O vírus derrubou o mito e o muro. Nenhuma liderança responsável deve ceder a malabarismos retóricos, ter um pé no governo Bolsonaro e outro na defesa da vida. São incompatíveis. Eu prefiro estar ao lado da vida. O governo de São Paulo, por meio do Instituto Butantan, foi pioneiro no desenvolvimento da vacina contra a Covid-19 e na produção em larga escala, para imunização de todos os brasileiros. A vacina do Butantan é um exemplo de convergência e diálogo entre os que defendem a ciência e a vida. Repudiamos a inépcia administrativa que levou à falta de oxigênio em hospitais, ao desperdício de milhões de reais com cloroquina, à falta de agulhas e seringas e à falta de vacinas. E, sobretudo, ao triste cenário de mais de 253 mil mortes pela Covid-19, no Brasil. A mistura de incompetência, inexperiência, voluntarismo e populismo tem custado ao país a inacreditável marca de mais de 14 milhões de desempregados. A maior taxa da história. Não há um único indicador positivo: a dívida pública aumentou, a nossa moeda se enfraqueceu, a inflação subiu, o preço dos alimentos, gás e combustíveis disparou. Nossa diplomacia passou a brigar com todos os principais parceiros comerciais: China, Estados Unidos, Europa e Argentina. Os brasileiros foram traídos pelo negacionismo científico e pelo abandono de uma agenda liberal, que nunca chegou a ser implantada, apesar de prometida na campanha eleitoral.
A tarefa de reconstrução do Brasil, após tamanho desgoverno, exigirá projetos, ações e lideranças sem tangenciamentos. Está clara a necessidade de criar uma sociedade com mais oportunidades e menos desigualdades. E o caminho para isso é o investimento em educação, empregabilidade e empreendedorismo. É certo também que o Brasil precisa de compromissos irrefutáveis na defesa do meio ambiente, na promoção de energias renováveis e no desenvolvimento científico. Direitos inerentes às democracias, como a liberdade de imprensa e de livre manifestação artística, cultural e científica.
O Brasil precisa avançar na economia de mercado, desburocratizando, desestatizando e patrocinando gestões públicas eficientes. O orçamento público deve privilegiar investimentos em setores essenciais do Estado: saúde, educação, segurança, habitação e proteção social. Essa é a agenda do governo de São Paulo. E os resultados são visíveis. São Paulo lidera o índice de qualidade da educação básica no país. Tem hoje os melhores indicadores de segurança pública. Conseguiu atender todos os que precisaram de internação na pandemia e fez o mais importante: desenvolveu a vacina e antecipou a imunização dos brasileiros. São Paulo realizou a maior concessão rodoviária do Brasil, a rodovia Piracicaba-Panorama, atraindo R$ 15 bilhões em investimentos externos. Está construindo, em parceria público-privada, a maior obra de infraestrutura do país, a linha 6-Laranja do metrô. E também a maior obra ambiental do Brasil, a despoluição do rio Pinheiros. Na semana passada, leiloamos a concessão do Zoológico e do Jardim Botânico, com ágio de 132%. Menos Estado e mais setor privado. Menos governo e mais ganhos para a sociedade. Esse é o caminho. A qualidade das lideranças tem sido um fator determinante no desenvolvimento de empresas e nações. Depois das seguidas recessões, o Brasil não pode mais ceder a tentações populistas ou aventuras eleitorais. Essa é uma responsabilidade dos partidos e dos líderes políticos do país. A capacidade de gestão é ativo inegociável na política: ou o líder lidera e faz o que é certo ou fracassa. Liderar é assumir riscos, é ter lado, é ter coragem. Em 2022 restará claro quem fez o certo e quem fez o errado. Quem escolheu um lado e quem ficou em cima do muro”.

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