Startup de biotecnologia cresce na pandemia e fatura R$ 12 milhões

Com a pandemia, a BiomeHub, de Florianópolis, viu o seu faturamento saltar para R$ 12 milhões no ano passado, valor dez vezes maior do que o registrado no ano anterior, quando foi fundada.

A healthtech é pioneira no Brasil no desenvolvimento de um método preciso e seguro de testagem em massa para o coronavírus. 

Conhecida como testagem em pool, agiliza e reduz custos com o procedimento.

Desde o início da pandemia, cerca de 100 mil pessoas foram testadas.

Em 2021, a startup mira o mercado de soluções tecnológicas baseadas no microbioma humano, onde também já atua.

“A demanda por testes para o coronavírus foi responsável por 75% do nosso faturamento em 2020. Mas, mesmo se a pandemia não tivesse acontecido, teríamos dobrado o valor em relação ao ano anterior, com a procura por nossos outros serviços. Este ano, vamos compensar a natural redução de testes em razão do início da vacinação, com o incremento vindo de nossas soluções de microbioma humano e lançamento de novos produtos”, explica Luiz Felipe Valter de Oliveira, CEO da startup.

A empresa pretende colocar no mercado, até o fim deste primeiro semestre, um teste de microbioma cérvico-vaginal, chamado de HerBiome, hoje em fase de validação.

Também está de olho no mercado odontológico, para o qual também lançará um teste.

O Probiome, um teste do microbioma intestinal que ajuda médicos a entenderem melhor a relação do microbioma intestinal dos seus pacientes com a condição clínica que está sendo analisada, já está no mercado, e sua procura cresceu mais de 50% no último ano.

“Um dos pontos que fazem com que tenhamos uma alta capacidade de inovação é a qualidade e quantidade de colaboradores com mestrado e doutorado que fazem parte da nossa equipe”, ressalta o empresário.

COMO FUNCIONA A TESTAGEM POOL

Feita em grupos de 16 pessoas por meio de testes do tipo RT-PCR, os mais precisos para detectar a presença do vírus ativo num indivíduo.

Nesse modelo de testagem em grupo, são coletadas duas amostras da nasofaringe (nariz) de cada indivíduo assintomático.

Um dos materiais coletados fica reservado em um tubo individual, enquanto a outra amostra é testada no modo coletivo no método RT-PCR em tempo real.

Os resultados saem em até 24 horas e, caso alguém do grupo esteja contaminado, são realizados os testes individuais e os mesmos ficam isolados até a descoberta de quem do grupo está infectado pela doença.

Caso o grupo testar negativo, todos são liberados com um único teste. 

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