Estimativa do PIB aponta SC com desempenho acima da média nacional

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) destacou nesta semana a estimativa do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que aponta um desempenho acima do previsto para o país, mesmo em meio à pandemia.

Enquanto dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), mostram uma retração de 4,5% para a economia brasileira no ano passado e de 3,5% para a mundial, Santa Catarina encolheu apenas 0,9% no mesmo ano.

O resultado demonstra a competitividade da economia catarinense e a continuidade do avanço do estado na participação no PIB nacional.

Para o secretário da pasta, Luciano Bulignon, apesar da retração já esperada, os números mostram a força produtiva do estado:

“Vivemos tempos difíceis que a pandemia nos trouxe. Porém, o bom desempenho econômico do Estado e a sua competitividade diante das demais unidades da federação nos mostram um caminho de esperança. Temos um estado diversificado e um povo empreendedor, seguimos firmes, trabalhando em busca de um futuro de oportunidades”.

SEGMENTOS

Segundo estimativa da secretaria, a agropecuária catarinense cresceu 2,6% no, sendo que a pecuária teve alta de 6%. Já a agricultura retraiu 0,2%, devido a problemas de ordem climática. Mas, mesmo diante desta situação, o setor apresentou aumento das exportações e dos preços, especialmente das carnes suínas, dos grãos e da soja.

Outro setor que apresentou retração foi a indústria de transformação, com 3,9%. Mesmo assim, ainda tiveram variações positivas no ramo nos segmentos de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+8,5%), máquinas e equipamentos (+6,7%), produtos de borracha e plástico (+3,3%) e de papel e celulose (+1,4%).  A fabricação de produtos alimentícios também teve um bom desempenho ao longo de todo o ano passado, mas perdeu fôlego no último trimestre e encerrou o ano com queda de 1,4%.

A construção civil continua o processo de retomada depois de um longo período de retração e cresceu 10,4% no ano passado, no embalo da recuperação do mercado imobiliário e também da autoconstrução, que se intensificou nesse período de distanciamento social. Já os serviços industriais de utilidade pública retraíram 28%.

O setor dos serviços, que representa o maior peso no PIB, retraiu 0,4%, a menor queda entre os 12 maiores estados produtores. O comércio, (+2,9%), os serviços prestados as empresas (+11%) e os domésticos (+0,1%), foram os únicos que tiveram variação positiva.

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