Agilidade: fator crucial na tomada de decisão das lideranças

Viver uma crise sanitária nos fez rever uma série de conceitos e verdades que considerávamos absolutas. De uma hora para outra aprendemos a trabalhar remotamente, inserimos novas tecnologias para gestão da rotina e criamos planos estratégicos dinâmicos para sobreviver a uma economia instável.

E assim, durante todo um ano, o cenário global muda e sempre há um novo assunto que exige dos líderes atenção imediata. E, como todo momento de crise, eles também foram testados. O resultado: manteve-se bem-sucedido e pronto para este novo cenário quem soube arriscar, mas, principalmente, quem conseguiu passar a tomar decisões rapidamente.

Sempre tive este aspecto na minha carreira. Quando percebo que algo precisa ser decidido, tento resolver o mais rápido possível porque acredito que decisões adiadas são sinônimos de problemas que se perpetuam. 

Ao que indicam as pesquisas, essa percepção está correta e tem feito muito gestor sair da zona de conforto. Um estudo da Fundação Dom Cabral em parceria com o Page Group apontou, por exemplo, que dois em cada três dirigentes de empresa estão decidindo mais rápido do que antes da pandemia.

É importante destacar que tomar decisões rápidas não significa agir por impulso e sim saber realizar leituras ágeis do cenário e estar ainda mais atento às oportunidades de mercado. E se em terra de tomada de decisão, quem tem agilidade é rei, considero que estes pontos precisam fazer parte do processo:

  • Delegar funções operacionais e de baixo valor estratégico já era necessário e agora é primordial.
  • Ser líder é, muitas vezes, ser impopular e decidir por situações que não agradem a todos. Ter sucesso é diferente de ser visto como o amigo de todos, afinal.
  • Decidir rapidamente fica mais fácil com o apoio de profissionais – sejam eles internos ou conselheiros e consultores – mantendo o líder focado em questões centrais do negócio.
  • Quando decidir, faça pelo negócio ou por você e não porque essa ação seria a melhor para todo mundo. Se a empresa não estiver preparada para superar a crise e manter-se rentável, de nada adiantará ser bem visto pelo seu time. No momento de agir, especialmente em momentos decisivos ou de crise, mais vale ser um gestor impopular, mas eficiente, do que alguém cheio de amizades, mas nenhum negócio rentável no portfólio.
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