Pesquisa mostra que dobrou a demanda por crédito nos pequenos negócios

Apesar das dificuldades enfrentadas nos últimos meses pelos donos de pequenos negócios, o ano passado foi marcado pela expansão do crédito bancário para as micro e pequenas empresas brasileiras.

É o que mostra a 8ª edição da Pesquisa Financiamento dos Pequenos Negócios no Brasil, produzida pelo Sebrae, entre os dias entre os dias 14 de setembro e 11 de novembro deste ano.

O levantamento anual, feito desde 2013, identificou também que no segundo trimestre do ano, período mais difícil da pandemia, aumentou em 35% o volume de crédito concedido pelos bancos, comparado ao segundo trimestre de 2019.

O volume de crédito concedido passou de R$ 65 bilhões no segundo trimestre de 2019 para R$ 87 bilhões, no mesmo período de 2020. 

No entanto, esse aumento no total de crédito concedido não foi acompanhando pelo crescimento do número de pequenos negócios tomadores de crédito, que se manteve praticamente estável quando se compara os dois períodos mencionados. 

“Observamos que não houve um aumento no número total de pequenos negócios tomadores de crédito, mas houve um crescimento considerável no volume de crédito e um recorde de 79% na proporção de empréstimos tomados como Pessoa Jurídica. Sob influência da pandemia houve, por um lado, uma mobilização do governo para oferecer programas de crédito emergenciais e, por outro, a necessidade de crédito por parte dos empresários diante de crise profunda”, explicou o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

O estudo colheu informações de 1.201 empresários de todos os estados, sendo 661 donos de microempresas, 234 de empresas de pequenos e 306 microempreendedores individuais (MEI).

A pesquisa também foi complementada por análises feitas a partir de dados fornecidos pelo Banco Central

Dessa forma, o Sebrae identificou também que, entre os ramos dos pequenos negócios, a expansão do volume do crédito foi concentrada nas Empresas de Pequeno Porte (EPP), que ficaram com 83% das novas concessões, contra 12% das microempresas e 5% no caso dos microempreendedores individuais (MEI).  

Já o número total de pequenos negócios tomadores de empréstimo bancário cresceu apenas 1%, no mesmo período de comparação.

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