Juristas avaliam 5 iniciativas que devem constar no planejamento empresarial

Estabelecer metas e projetos em 2021 é, para empresas e executivos, um desafio ainda maior do que nos outros anos.

A incerteza em relação à retomada econômica, fim da pandemia e reabertura de fronteiras exige cautela no planejamento empresarial, mas, acima de tudo, eficiência no planejamento das ações.

No longo prazo, aliás, planejar é o calcanhar de Aquiles dos negócios brasileiros: de acordo com levantamento da consultoria Falconi, apenas 10% das MPEs do país o fazem.

Para o advogado empresarial Flávio Pinheiro Neto, o momento é propício para a análise e comprometimento com alguns fatores:

“Enquanto em 2020 a maioria dos negócios precisou agilizar a estruturação de planos de gestão de crise, a fim de conter quaisquer danos, em 2021 o cenário pode ser muito mais interessante no que diz respeito a organizar, estruturar e oportunizar o crescimento da empresa”.

Cinco iniciativas para retomar o crescimento

De acordo com ele, uma das questões em alta no universo corporativo, especialmente para quem busca investidores, é a análise de comportamento dentro do conceito de ESG:

“Cada vez mais os fundos de investimentos analisam a questão da governança ambiental, social e corporativa. A forma como a empresa se comporta e as ações que promove com foco nestas três frentes, utilizando recursos naturais de forma consciente, respeitando as pessoas e desenvolvendo planos para crescimento sustentável é essencial. Em 2021, incluir o ESG no planejamento empresarial tornou-se algo fundamental para a imagem e o fortalecimento do negócio”.

Outra questão essencial no planejamento empresarial é a revisão tributária. Um levantamento do Studio Fiscal mostrou que 95% das empresas enquadradas nos regimes de Lucro Real e Lucro Presumido pagam mais impostos do que deveriam.

“Manter uma estrutura enxuta é essencial para a retomada. Avaliar o regime tributário mais aderente ao negócio, os incentivos fiscais disponíveis, iniciativas legais para redução do custo de tributos, são exemplos do que pode ser feito neste sentido”, indica a advogada tributarista Eduarda Prada Radtke.

O terceiro fator apontado pelos juristas é o foco na redução de custos. “Neste tópico é importante que o planejamento empresarial englobe a revisão de contratos com fornecedores e clientes, a análise de investimentos e aplicação de aporte. Um investimento inteligente alinhado com um relacionamento fortalecido com a cadeia de fornecimento e compra irá garantir a margem de lucro necessária para o crescimento”, indica o advogado Henrique Chiummo.

Foco nas pessoas e nas oportunidades do pós-pandemia

Já o advogado Marcos Vinicius de Carvalho Ribeiro complementa que as iniciativas de cuidado e bem-estar com as pessoas não podem ser deixadas de lado:

“No último ano vivenciamos a ascensão do home office e dos modelos híbridos de trabalho. Mais do que ser orientado pela legislação, o processo de decisão de novos formatos de trabalho deve levar em conta produtividade, mas também estrutura oferecida aos profissionais, cuidados relacionados à saúde mental e bem-estar e realização de ações de engajamento. Afinal, pessoas bem assistidas entregam projetos com mais qualidade e comprometimento”.

A identificação de novos negócios é outro fator que virá à tona em 2021, impulsionada pela expectativa da retomada econômica.

“Além dos desafios, a crise econômica acaba trazendo novos formatos de consumo e entender a movimentação do mercado é fundamental para aproveitar os nichos que acabam surgindo. Uma consultoria jurídica para a identificação e desenvolvimento de novos negócios é essencial para garantir o cumprimento dos aspectos legais e também um bom plano de ação do ponto de vista comercial”, finaliza Flávio.

você pode gostar também
Comentários
Carregando...

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência, mas você pode optar por não permitir, se desejar. Entendi Saiba mais