Edtech ajuda empresas a reduzirem acidentes de trabalho com tecnologias imersivas

Os números de acidentes de trabalho registrados no Brasil passam dos 5,4 milhões, sendo mais de 19 mil mortes de 2012 a 2018.

O levantamento, feito pelo Observatório Digital de Segurança e Saúde do Trabalho, contabiliza apenas casos notificados de trabalhadores com carteira assinada.

A indústria e a construção civil são alguns dos setores que mais registram acidentes, principalmente em áreas de operações.

Uma das formas de reduzir esses números e aumentar a segurança no ambiente de trabalho é com treinamentos periódicos que visam aumentar a performance do colaborador.

O uso de tecnologias imersivas e de inteligência artificial tem atraído cada vez mais gestores preocupados com suas equipes.

A Sábios, que atua na área de educação imersiva, já impactou mais de 500 mil pessoas em grandes corporações e acompanha na prática como a tecnologia está ajudando a reduzir os acidentes.

Empresas como a Petrobras, que após capacitar mais de 200 mil funcionários juntamente com a edtech, reduziu para menos de 1% o número de acidentes de trabalho ao longo de um ano de monitoramento.

Outras 25 grandes indústrias de Santa Catarina nas áreas de alimentação e construção civil conseguiram diminuir 52% a taxa de erros nas avaliações em Saúde e Segurança do Trabalho (SST) após treinamento com a tecnologia imersiva aplicada pela startup em parceria com a Fiesc/Sesi.

No total, participaram 50 mil trabalhadores durante o período de 10 meses. 

Demetrius Lima, CEO e co fundador da Sábios, explica que o grande diferencial das experiências imersivas é criar uma situação virtual em que a pessoa se sente muita próxima da sua realidade do dia a dia:

“Ao passar por uma experiência o nosso cérebro absorve, analisa, gera hipóteses e depois age. Mas nós temos um sistema límbico, que mexe com as emoções, e isso explica porque cada pessoa reage de uma forma diferente diante da mesma situação. A metodologia que utilizamos faz com que o cérebro seja treinado para que, quando a pessoa se deparar com determinada situação concreta, ela consiga lidar com a sua emoção e agir da forma correta, pois o cérebro já foi treinado para aquele momento”, explica.

A edtech desenvolveu uma metodologia baseada em neurociência e experiential learning, além de uma plataforma própria e integrada à inteligência artificial e ao machine learning.

Com isso, é possível criar experiências gamificadas em 2D, 3D, realidade virtual, aumentada e mista, com acesso por PC, dispositivos mobile, óculos VR e Mixed Reality, além de salas imersivas e o WeCog, uma mesa interativa fabricada pela própria startup.

“Nosso propósito é melhorar a performance das pessoas e das organizações, eliminando os gaps delas em competências, comportamentos e cultura. Para isso, precisamos de uma metodologia eficiente que consiga identificar e trabalhar esses gaps com eficácia e medir os resultados, esse é o nosso maior diferencial no mercado de learning. Trabalhamos com as dores dos gestores que precisam entregar desempenho e não apenas cumprir uma obrigação de treinamento”, avalia o empresário.

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