Pesquisa aponta que homens ainda se cuidam menos que as mulheres

Nesta quinta-feira, dia 19 de novembro, em que se comemora o Dia Internacional do Homem, também foi instituído como o mês para cuidar da saúde deles.

Isso porque dados do Laboratório Santa Luzia e da Lâmina Medicina Diagnóstica apontam que o número de mulheres ainda é superior quando se fala em realização de exames.

Somente este ano, de janeiro até a primeira quinzena de novembro, as mulheres fizeram 61,71% dos exames. Já os homens realizaram 38,29%.

Para a especialista Myrna Campagnoli, endocrinologista e diretora médica do Laboratório Santa Luzia e da Lâmina Medicina Diagnóstica, esta diferença é histórica:

“No geral, os homens são mais reticentes no autocuidado. Além disso, fumam e bebem mais. Doenças crônicas como diabetes e hipertensão também são mais frequentes em homens e eles aderem menos ao tratamento do que as mulheres”.

Além do alerta para os mais diversos tipos de doenças, estudos comprovam que os homens também estão mais suscetíveis ao coronavírus.

Há indícios de que esse agente infeccioso é um pouco mais agressivo para os homens.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 63% das mortes na Europa ocorreram entre o sexo masculino. Aqui no Brasil não é diferente. Desde o começo da pandemia, morrem mais homens do que mulheres pela doença. Para cada dez pessoas que vão a óbito pelo novo coronavírus, seis são homens.

Outro estudo feito pela Universidade de Yale e publicado na revista científica Nature relata que quando homens são infectados pelo novo coronavírus eles tendem a apresentar sintomas mais graves da doença, enquanto mulheres têm quadros mais amenos.

A ciência tenta entender por que isso acontece e, mesmo sem respostas exatas, alguns fatores podem sugerir algumas respostas.

Um deles parece bastante simples: os homens produzem uma resposta imune mais fraca do que as mulheres.

“Por conta disso, os homens precisam estar mais atentos a sua saúde. Fazer exercícios físicos, manter uma alimentação mais saudável, estar atento a sintomas e sinais, e principalmente fazer um acompanhamento mais frequente da saúde”, ressalta a médica.

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