Startups usam tecnologia para aumentar a segurança de transações bancárias digitais

A pandemia acelerou a adoção do uso de pagamentos digitais. Uma pesquisa realizada pela Kantar em parceria com a Mastercard identificou que desde o início do período de distanciamento social 75% das pessoas aumentou o uso de pagamentos digitais. Além disso, 61% das pessoas entrevistadas afirmaram ter testado um novo modelo de pagamento nos últimos meses. E 55% da população espera que todas as transações aconteçam em tempo real até 2030. 

Para atender às novas necessidades dos usuários, instituições financeiras estão investindo em aplicativos e ferramentas que permitam transações online, a qualquer hora e em qualquer lugar.

O PIX, nova ferramenta de transações bancárias do Banco Central, é um exemplo disso, pois permitirá pagamentos instantâneos 24 horas. A entrega desses serviços aos usuários exige, no entanto, investimento em segurança. 

Certificação digital para automatizar os processos e garantir a autenticidade das transações  

A certificação digital é uma ferramenta cada vez mais usada por empresas para melhorar a segurança e agilizar processos.

Primeiro banco 100% digital do Brasil, o Banco Inter, por exemplo, usa a tecnologia para compensação de cheques por imagem. 

A solução é utilizada por uma média de 5 mil clientes por dia, todos usuários da conta digital.

Como é estável, o sistema não fica indisponível mesmo com o grande volume de imagens processadas diariamente.

Para isso, o banco conta com o apoio da BRy Tecnologia, empresa que desenvolve a assinatura digital e o carimbo do tempo que são usados pela instituição financeira, conforme explica o CTO, Cristian Thiago Moecke, que “a operação reduz o tempo do processo e os gastos com transporte, uma vez que os documentos passaram a ser assinados com certificado digital ICP-Brasil e encaminhados eletronicamente para as agências”. 

“Nosso número de clientes vem crescendo bastante e com certeza mais pessoas vão precisar utilizar esse serviço. Por isso, é importante poder contar com uma solução estável”, afirma Eduardo Cotta, gerente-executivo de conta digital no Banco Inter.

Ele explica que todas as imagens recebidas para compensação são enviadas à Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e completa que “as assinaturas realizadas com a solução da BRy Tecnologia nunca foram devolvidas pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), todas foram aceitas pela instituição sem questionamentos”. 

Tecnologia para validação de dados bancários

A renovação digital é essencial para o setor financeiro, aliar tecnologia aos serviços já oferecidos pode gerar inúmeros ganhos às empresas.

Tarefas simples, como transferências entre contas, podem gerar problemas para as empresas, como contas fantasmas, abertas no nome de pessoas que não existem.

A Transfeera, startup open banking de Joinville, desenvolve uma tecnologia que realiza justamente a validação dos dados bancários, proporcionando maior segurança e agilidade no processo de coleta de dados para futuros pagamentos. 

A solução de validação é usada por clientes como iFood, Rappi e PayGo, que fazem inúmeras transações para pagar diversos estabelecimentos.

“Cada novo cadastro de um recebedor passam por uma validação, assim a Transfeera garante que o favorecido certo receba o pagamento, evitando perdas, falhas e possíveis fraudes”, comenta Guilherme Verdasca, CEO da startup.

Reconhecimento facial para maior segurança de pagamentos

Até 2024, a autenticação biométrica deve ser utilizada para finalizar transações de mais de US$ 2,5 trilhões em pagamentos móveis, em todo o mundo. O volume é 1.000% maior que o montante registrado em 2019, segundo relatório da consultoria Juniper Research.

Com foco em supermercados e farmácias, a startup Payface vem há dois anos usando esta tecnologia para conectar o rosto de cada usuário com o meio de pagamento associado.

Assim, sem precisar mostrar o cartão, o consumidor faz suas compras usando apenas o rosto, reduzindo chances de fraude e perda de documentos. 

O CEO, Eládio Isoppo, afirma que, com a solução de biometria associada a outras técnicas, a empresa construiu uma metodologia segura e à prova de falsificação:

“Com a acurácia de reconhecimento que temos, não é possível burlarem o sistema com fotos ou qualquer meio de reprodução de imagem”.

Após a tecnologia reconhecer a face do usuário, é necessário apenas uma aproximação da mão no aparelho localizado no comércio para que o valor seja confirmado e debitado no meio de pagamento de preferência, de cartões de crédito, private labels (cartões de varejistas), wallets (carteiras virtuais), adquirentes, subadquirentes até gateways de pagamento.

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