Uma nação a descobrir o seguro

Por Antonio Tulio Lima Severo é fundador e diretor-presidente da Sabemi Seguradora.


Se a Classe C brasileira fosse um país, seria o 12º mais populoso do mundo, logo depois do Japão. Das tantas diferenças em relação ao país asiático, porém, há uma pouco comentada, mas com alto potencial de reestruturar famílias, melhorar as finanças pessoais e influenciar positivamente uma sociedade: a cultura do seguro.

Em contraste com a obsessão oriental, capaz de posicionar o seguro de vida a quase 10% do PIB, no Brasil, a participação dessa riqueza na economia está mais perto da casa de apenas 1%. Para mudar essa realidade, os mais de 115 milhões de brasileiros enquadrados como Classe Média são um universo estratégico. Compõem uma nação a descobrir, e se beneficiar, dos seguros pessoais.

Essa gigantesca faixa da população é a que tem mais a ganhar com os seguros. Uma combinação simples torna fácil de entender o porquê. Primeiro, porque é a fatia mais numerosa, portanto, tem a possibilidade de, em escala, contar com um prêmio mais barato. Segundo, porque é uma classe historicamente ligada ao conceito de caderneta de poupança, e esta já deixou há muito de ser a melhor opção de investimento, tornando necessária a busca de alternativas.

Quanto tempo contribuindo R$ 100 por mês uma pessoa provedora com 35 anos (idade no meio da pirâmide etária) leva para economizar R$ 100 mil de reserva para a sua família? Possivelmente o que lhe resta de sua vida inteira. Com os mesmos R$ 100 por mês, ela tem mais facilidade de encontrar seguros que garantem os R$ 100 mil em um tempo razoável.

Além disso, o mercado de seguro se diversificou tanto nos últimos anos, que precisa ser entendido como um conjunto de soluções financeiras. Dependendo do tipo de produto, ele se paga com descontos obtidos em convênios, como os de farmácia, por exemplo. Faz diferença nas finanças domésticas.

O seguro cabe, sim, no orçamento das pessoas. Nós, seres humanos, somos por natureza imediatistas, mas todo cidadão bem informado que tem família, e pensa nela, tem de avaliar essa opção. O mercado tem o desafio de esclarecer uma população imensa, que ainda não compreendeu um instrumento moldado para a segurança e a garantia do futuro para as famílias.

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