Fortalecimento e integração do ecossistema de tecnologia em Santa Catarina

Por Iomani Engelmann, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate)


O setor de tecnologia de Santa Catarina já é reconhecidamente um dos mais relevantes do país. Segundo dados do Acate Tech Report 2019, são R$ 15,8 bilhões em faturamento. Além disso, somos mais de 15,7 mil empreendedores e mais de 11 mil empresas que empregam 51,8 mil funcionários.

Neste mês, assumi a presidência da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) ciente dos desafios de fortalecer ainda mais nosso ecossistema e continuar o trabalho de excelência que está sendo realizado pela entidade ao longo dos anos.

Elegemos três pilares principais para os próximos dois anos. O primeiro deles é atuar fortemente na capacitação de talentos. Apesar da crise que enfrentamos, muitas empresas de tecnologia segue contratando e têm dificuldades de encontrar profissionais qualificados.

Números da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) apontam que o setor vai demandar 420 mil novos empregos até 2024.

A falta de mão de obra especializada é uma realidade, e somente com iniciativas consistentes, envolvendo as entidades e governos, que criem as condições necessárias para que os jovens estudantes conheçam melhor o setor de tecnologia e tenham interesse precocentemente das opções de carreira que o setor dispõe, poderemos transformar esse cenário e a sociedade como um todo.

Isso vai ao encontro do segundo pilar que estabelecemos: atuar em conjunto com os governos municipais, estadual e federal para o desenvolvimento do setor.

Isso passa pela formulação de políticas públicas que incluam desde as educacionais, com a formação contínua e consistente de profissionais, até marcadores regulatórios para que o setor seja mais eficiente, com a formulação de leis que tragam mais segurança jurídica para as empresas em todas as esferas.

Um ponto muito relevante, por exemplo é a inexistência de patente para software no Brasil. Infelizmente nosso país está muito atrasado com a regulação de marcas e patentes.

No terceiro pilar, vamos dar continuidade ao projeto de integração regional do ecossistema. Isso já se reflete na na composição da diretoria e conselho deliberativo com representantes de todas as regiões do estado. Temos pessoas de Florianópolis, Joinville, Lages, Blumenau, Brusque e Chapecó.

Além disso, temos fundadores de empresas de todos os portes, trazendo a vivência de toda a jornada do empreendedor para a gestão da entidade.

Um bom exemplo de como a integração é importante é a cidade de Lages, que mesmo com um histórico recente de investimento no setor de tecnologia, criou uma estrutura para suportar novos empreendimentos no segmento e se tornou sede do primeiro Centro de Inovação do Governo do Estado.

Nos últimos quatro anos, atuei como vice-presidente da Acate e tenho ciência do potencial que existe em nosso estado. Ganhamos notoriedade e nos tornamos referência para todo o país.

O momento é desafiador por conta da crise que o mundo todo enfrenta, mas reforçamos nossas ações, promovendo uma melhoria contínua para que a retomada aconteça de forma sustentável, com a tecnologia sendo protagonista da transformação digital de diversos setores através do nosso propósito de consolidar o setor como propulsor de um desenvolvimento sustentável.

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