Como engajar funcionários segundo cinco empresas de tecnologia

Para os especialistas não há dúvidas de que o impacto da pandemia do coronavírus será significativo na vida pessoal e profissional de muita gente.

O estresse e a insegurança do momento podem levar muitos profissionais a ansiedade, a frustração e ao esgotamento.

Quando deixados de lado, esses sentimentos podem afetar diretamente o engajamento, levando a problemas de produtividade no trabalho e, eventualmente, influenciando a capacidade de organização necessária para cumprir com as tarefas diárias. 

Pulses, plataforma de escuta contínua do colaborador, disponibilizou uma pesquisa gratuita para medir os impactos da crise nos trabalhadores, o Termômetro de Crise.

Com o resultado em mãos, foi possível perceber que as empresas que ouviram e se preocuparam com a sua equipe tiveram um índice de engajamento maior.

“Fatores de bem estar, como o senso de justiça, inovação e saúde, tanto mental quanto física, impactam fortemente no engajamento, porque os colaboradores sentem que são importantes para a empresa. Por isso a abordagem de continuous sensing, que é entender continuamente para onde está indo a sua empresa através de pesquisas de clima semanais ou quinzenais, é tão importante em um momento de crise como o que estamos vivendo: porque ajuda a empresa a se adaptar mais rapidamente de acordo com as demandas reais da organização”, comenta Cesar Nanci, CEO da startup.

Algumas empresas de tecnologia têm trabalhado ações diferenciadas para engajar os colaboradores e mantê-los próximos, mesmo com o trabalho remoto.

É o caso da Área Central, empresa especialista em gestão de centrais de negócios, que por meio da ação interna “Fique em casa comigo AC”, buscou manter o engajamento dos funcionários em home office, promovendo uma sequência de lives.

“Utilizamos a tendência das lives e adaptamos para um modelo que fizesse sentido para a nossa empresa”, explica Rudinei Pereira, analista de marketing.

Em cada live, um profissional convidado apresentava algum talento, abordava um assunto que fosse além da empresa e que surpreendesse os colegas.

Algumas temas das lives foram: cozinhando ao vivo, bate-papo sobre saúde mental, aula de yoga, case sobre inovação e empreendedorismo e até um show musical. Ao todo foram mais de seis horas de transmissão, mais de 400 visualizações e 300 comentários, além das expectativas para uma nova rodada de lives.

Na Softplan, os colaboradores seguem podendo desfrutar do programa de saúde de forma remota: toda a equipe tem aulas de ginástica laboral, yoga e meditação online, e conta também com atendimento médico e psicológico à distância.

Para aproximar os softplayers durante os meses de isolamento, a empresa também criou webinars para trocar dicas sobre o home office, saúde física e psicológica, uma página específica na intranet com todos os cuidados e orientações sobre o coronavírus, um canal na rede social corporativa para troca de experiências durante a quarentena, e o Grupo Bem-Estar, que é uma roda de conversas virtuais mediadas por uma psicóloga para trocas sobre saúde emocional.

“Nós acreditamos na cultura de bem-estar como pilar para uma vida mais plena e produtiva. Temos muitos depoimentos de colaboradores que mudaram hábitos, e que relatam que as aulas de yoga e meditação ajudam a aumentar a concentração e foco, auxiliando, inclusive, em tomadas de decisões durante a jornada”, conta Renata Boschetto, coordenadora de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Softplan.

Para manter o time engajado, a Involves, empresa que desenvolve soluções em trade marketing, manteve os alinhamentos online entre as equipes nos escritórios no Brasil, México e Colômbia, inclusive as aulas de espanhol.

“Disponibilizamos ferramentas para que as atividades que possam ser mantidas online continuem”, destaca o CEO da empresa, André Krummenauer.

Além disso, os involvidos recebem vídeos com dicas de exercícios de ergonomia e atividades físicas e podem participar das atividades de alongamento laboral e yoga remotamente.

Para manter a interação, a empresa incentiva os colaboradores a compartilharem como foi o dia de home office, as curiosidades e dificuldades do dia a dia.

Na Effecti, especializada em tecnologia para participantes de licitações, os 46 funcionários estão em home office desde a segunda quinzena de março, mas mesmo com a distância física, seguem enturmados.

A startup organiza uma série de atividades para manter a equipe motivada e engajada, tanto profissionalmente quanto pessoalmente.

Os workshops que eram realizados todas as sextas-feiras na sede foram mantidos, porém adaptados para o formato online.

Além disso, disponibiliza uma sala virtual todas as quartas no final do dia para aqueles que desejam entrar e conversar com os colegas.

No Dia das Mães, a equipe participou de um quiz online para descontrair, onde as pessoas tinham que adivinhar de qual colega era a mãe que aparecia na foto.

“Também mantemos uma parceria com uma psicóloga para aqueles que sintam a necessidade durante a quarentena de conversar com um profissional, e aplicamos uma pesquisa interna para entender como eles estão se sentindo em home office”, conta Candice Ourique de Almeida, analista de Recursos Humanos da Effecti.

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