Com crise gerada pelo coronavírus, Cia. Hering potencializa investimentos no e-commerce

A crise gerada pela pandemia do coronavírus impactou os resultados do primeiro trimestre da Cia. Hering, com sede em Blumenau.

A empresa rapidamente adotou um plano de ação dividido em quatro frentes: cuidar das pessoas e criar um ambiente seguro, proteger o caixa e o negócio, estender apoio aos parceiros para garantir a continuidade da rede de negócios e desenhar o “novo normal”.

Os investimentos na operação de e-commerce foram potencializados com forte aceleração de vendas e fluxo de novos clientes.

A performance do canal mais que dobrou desde o fechamento das lojas físicas.

Desde o fim do ano passado, a empresa tem um ambiente omnichannel consolidado, por meio do qual conecta o varejo físico com o online, oferecendo uma jornada única para o consumidor.

“O principal objetivo de tudo isso é garantir facilidade e pronto atendimento ao cliente. Ele define como quer comprar e receber seus produtos. Há algum tempo, falamos do consumidor como o centro de tudo e agora oferecemos esse serviço em toda nossa rede. Estes esforços resultaram em um cliente com o dobro de frequência de compra e com gasto médio três vezes maior do que o consumidor exclusivo do canal físico”, explica o presidente da empresa, Fabio Hering.

Desde o começo do ano, a companhia vem promovendo iniciativas que garantam uma melhora no uso e nos serviços ofertados pelo site, o que representou um incremento de 60% de novos clientes na plataforma.

Uma das novidades que está na plataforma social selling, que permite pagamento de comissão a vendedores de lojas franqueadas, multimarcas e funcionários da empresa para vendas nos sites das marcas através de vouchers. Hoje, já são mais de 2 mil pessoas atuando nesta força de venda.

APENAS 30% DAS LOJAS ABERTAS

Desde o começo de abril, lojas físicas têm sido reabertas gradativamente, operando sob rígidos padrões de higiene e segurança recomendados pelos órgãos de saúde.

Hoje, 203 pontos de venda físicos estão em funcionamento, o que equivale a 30% da base total de lojas da rede.

Durante o período, a companhia reavaliou o seu portfólio de marcas e a estratégia de posicionamento no mercado infantil.

Diante disso, a empresa decidiu unificar esforços e seguirá com uma marca única nesta categoria, pois entende que a atual proposta de valor da Hering Kids, com ajustes pontuais na estratégia de comunicação e no sortimento de produtos, é suficiente para atender este mercado.

“Ao mesmo tempo, estamos trabalhando em novos projetos de marcas e linhas de produto para complementarmos o nosso portfólio, com base em dados e em insights de novos hábitos sociais e de tendências de consumo”, destaca o executivo.

DESEMPENHO DOS CANAIS

A receita bruta do trimestre da empresa atingiu R$ 323,6 milhões, devido, em grande parte, à paralisação das operações na segunda quinzena do mês de março.

Além disso, as receitas dos canais de franquias e multimarcas também foram impactadas pelo cancelamento de parte da coleção de inverno, que representa aproximadamente 40% do primeiro trimestre e seria faturada ao longo desse período.

O impacto da suspensão das vendas também refletiu no decréscimo de 22,2% do SSS (considera o impacto do fechamento das lojas físicas a partir de 19 de março de 2020) no período.

Em relação às franquias, as vendas do canal chegaram a R$ 94,8 milhões, uma redução de 38,8%.

O multimarcas registrou R$ 140,7 milhões nas vendas, queda de 23,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As vendas das lojas próprias totalizaram R$ 58,4 milhões, um declínio de 20,5%.

Por outro lado, as vendas no canal omnicommerce expandiram 42,6%, justificado pelo aumento do fluxo nas plataformas digitais.

A companhia finalizou o trimestre com 736 lojas, das quais 716 estão localizadas no Brasil e 20 no mercado internacional.

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