O que vem depois da crise?

Por Lázaro Malta, CEO da Ahgora

É fato que esse momento sem precedentes  tem trazido muitos ensinamentos: no modo de fazer negócio, de trabalhar e, principalmente, de utilizar a tecnologia como uma aliada.

Muitas ferramentas  utilizadas durante esse confinamento já existiam, mas viviam no limbo, muitos  apostavam na sua utilização e outros ainda  resistiam em sair da zona de conforto. 

A produtividade no trabalho remoto ainda é uma questão que traz muitas dúvidas para os empregadores, mesmo diante de muitas pesquisas que apontam totalmente o contrário.

Com foco e disciplina, o home office pode funcionar e ser ainda mais benéfico para ambos os lados. Mas, ainda assim, há a questão cultural e  a resistência na adoção  de um novo hábito. Sair do “já conhecido” para explorar o “desconhecido”.

Em tempos de crise, o home office conquistou os holofotes no mundo todo. Quem já era adepto do trabalho remoto e  usava a tecnologia para trabalhar à distância ou explorar  novas opções, sem dúvidas,  minimizou ou eliminou possíveis  complicações  para enfrentar esse novo cenário.

Por outro lado,  empresas que ainda estavam mais resistentes em levar a transformação digital para o RH, foram obrigadas a fazê-lo de uma hora para outra. Impactante? Sim, mas imprescindível para preservar o bem-estar de quem faz tudo acontecer todos os dias: as pessoas. 

A maior lição aqui é entender que o futuro já chegou. As corporações precisam pensar sempre um passo à frente. O mundo nunca mais será o mesmo, e essa é a hora de se reinventar. De desaprender e reaprender novamente. É uma nova era, da experimentação, do agora. Não há mais espaço para  visões ortodoxas ou processos irredutíveis. É tentativa, erro e aperfeiçoamento constante. Quem surfar essa onda, vai conseguir respirar e sair dessa fase de uma forma diferente, renovada. 

Para aqueles que  ainda acreditam  que quando essa fase  acabar tudo voltará ao “normal”, é momento de parar. Repensar. Refletir. Refazer. E aprender, para não ser parado lá na frente  engolido por um tsunami de inovação e mudança de paradigma. 

Esse é o momento de explorar tudo o que a tecnologia tem a oferecer. 

Testar novas formas de trabalho, entregar ainda mais valor aos colaboradores e de continuar fazendo o negócio acontecer. Sempre com o olhar para a  autonomia e o empoderamento dos times, sem perder a sensibilidade. Porque equipes são feitas de pessoas – no escritório ou em casa.

Quem se reinventar e se colocar em movimento na direção do futuro certamente vai sair desse momento ainda mais fortalecido. 

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