Como iniciar 2020 com as contas no verde?

Por Jorge Enir Jr., escreve sobre finanças pessoais

À medida que o fim do ano se aproxima mais um ciclo vai se fechando.

Sim, 2020 já está virando a esquina, e se você quer começar o próximo ano com o pé direito, estar com as contas no verde é primordial.

Para chegar lá, nada melhor do que um bom planejamento para iniciar esse novo ciclo com a tranquilidade e a segurança de ter as contas sob controle.

Comece anotando tudo

Para começar um planejamento financeiro, inicialmente é necessário ter primeiro noção de como estão suas finanças, que significa entender o contexto em que as coisas estão. E a partir disso, projetar o que se deseja para o futuro.

E como o foco aqui será criar um planejamento financeiro anual, entender o seu contexto financeiro atual será o ponto de partida.

Então, para começar, faça literalmente um pente-fino financeiro, levante todos os gastos possíveis, confira extratos de cartões de crédito, pagamentos efetuados com débito, saques realizados, e se possível tente lembrar dos pagamentos feitos em espécie também. 

É literalmente fazer uma pequena auditoria em tudo que foi gasto, pois dessa forma você será capaz de ver exatamente para onde seu dinheiro está indo.

Existem inúmeras formas de fazer isso, pode ser através de uma boa e velha agenda, uma planilha de Excel, notas no celular, aplicativos especializados, o aplicativo do seu banco, e até mesmo guardando os cupons. 

O importante mesmo é ter esse período de acompanhamento e registros de constantes para passar por esse pequeno processo de autoconhecimento de consumo.

Uma dica super interessante e que costuma ajudar na hora de identificar os gaps no orçamento, é dividir os gastos por categorias, pois desta forma, ficará mais claro quais são as áreas do seu orçamento que estão ou não desequilibrando as coisas.

Defina um orçamento mensal

Para ter um orçamento compatível com o seu estilo de vida atual ou com que você almeja ter, é necessário antes dar um passo atrás e descobrir qual é o seu custo de vida mensal, e se ele está de acordo com os seu nível de renda.

Um equívoco comum é ver pessoas se atrapalhando exatamente nessa etapa, quando falamos em montar um orçamento mensal, pois as elas acabam tomando como base sua renda para definir seu custo de vida mensal.

Por que uma vez que você opta por viver no limite do orçamento, ao mesmo tempo está abrindo uma brecha para qualquer imprevisto como, por exemplo, o carro quebrado, alguma emergência médica ou um reparo na moradia te coloque em uma grande saia justa.

O que acaba obrigando muita gente a ter que recorrer a familiares, cartão de crédito ou no pior dos casos, tendo que se endividar para sair desse tipo de situação.

O modo correto de encontrar o seu custo de vida mensal é primeiro, definindo entre os gastos que você anotou o que é essencial e o que não é. Ou seja, ter pleno entendimento do que é realmente gasto básico e o que pode ser cortado sem grandes impactos na qualidade e seu estilo de vida. 

Uma boa forma de facilitar esse passo é entender o que é um gasto essencial, pois quando não temos o hábito de seguir um planejamento financeiro basicamente todo gasto parece ser essencial. Desde compra do mercado até as 5 assinaturas de serviços de streaming que não temos tempo para usar.

Então para facilitar, vou deixar esta pequena lista de exemplos, com ela você será capaz de navegar melhor entre os gastos mensais e identificar o local correto de cada um deles.

Essenciais:

  • alimentação
  • transporte
  • educação
  • moradia
  • serviços básicos (energia elétrica, água, internet, seguro saúde e gás).

Não essenciais:

  • Netflix, Amazon Prime e TV por assinatura
  • Clubes de produtos(vinhos, livros ou cervejas)
  • Assinatura de clubes ou academia

Não é necessário tomar a lista como uma regra, pelo contrário, a ideia é que ela sirva apenas como um exemplo para refletir e poder enxergar o que realmente é inegociável dentro do seu custo mensal.

Após ter ter finalizado essa etapa de levantamento de gastos, interpretação dos dados e finalmente a definição correta de um orçamento. É hora de dar o segundo passo para construir um planejamento financeiro, e essa etapa consiste subtrair o seu custo mensal da sua renda, pois essa diferença será o valor que você e sua família terão disponível para o planejamento.

Tenha um objetivo

Seu primeiro passo depois de ter clara a sua situação financeira e uma boa distinção entre o que é realmente essencial para mantê-la.

É hora definir qual será o seu objeto financeiro em 2020.

Ele poderá variar desde a quitação de uma dívida, fazer uma viagem dos sonhos ou até ter uma reserva de emergência de 6 meses ou 1 ano investida em uma aplicação com liquidez.

E claro, isso necessariamente vai depender da situação financeira que você identificou depois do pente-fino financeiro.

Então, agora que você já sabe qual é a parcela da sua renda que tem disponível para utilizar para alcançar esse objetivo vamos começar traçar um planejamento.

Começando pelo calendário do ano, liste todos os feriados prolongados, pequenas viagens que pretenda fazer e o período de férias do trabalho, seu e do parceiro(a) também. E no caso de quem crianças também inclua as férias escolares.

Por que ter tudo isso mapeado? Para já calcular o quanto será gasto em cada um desses períodos, pois através desse planejamento com antecedência, é muito mais fácil de olhar tudo com calma, e encontrar formas de aproveitar melhor cada experiência e pagar mais barato em algumas coisas, como passagens aéreas ou roupas de inverno durante o verão por exemplo.

Então com tudo isso listado, calcule quanto cada uma dessas atividades custará, e depois some todos os valores, com isso feito você terá basicamente todo o seu custo de lazer de 2020 em mãos, o próximo passo é dividir ele por 12 e incluir esse valor no orçamento mensal.

Esse mesmo princípio de levantar todas as datas do ano e calcular os valores das atividades também podemos aplicar para qualquer outros pagamentos perenes, como os exemplos a seguir:

  • IPTU de imóveis
  • IPVA dos meios de transporte
  • material escolar
  • revisões e manutenções (imóvel e meios de transporte)
  • seguros de imóvel e meios de transporte
  • anuidades de organizações de classe (OAB, OEB e etc…)

Aplicando essa mesma regra, podemos observar quando cada um desses pagamentos deverá ser efetuado e incluí-los dentro do planejamento anual.

Isso pode ser feito através da soma dessas quantias e fazendo um parcelamento do valor mensalmente para distribuir melhor os custos ao longo do ano.

Esse equilíbrio vai trazer tranquilidade e também uma maior margem de manobra ao longo do ano uma vez que você e sua família tenham tudo planejado.

Pois aplicando essa premissa de planejar os gastos com antecedência você pode além de economizar, também irá obtendo pequenas vitórias todos meses, a medida que vai chegando cada vez mais próximo das suas metas e objetivos. O que é extremamente importante para quem está iniciando a construção do hábito de planejar como gastar melhor o seu dinheiro.

É hora de colocar as mãos na massa, pois 2020 está logo aí, e só depende de você aplicar todas essas dicas para ter um ano sem estourar o orçamento.

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